



Director do projecto
Moisés Rafael é Sacerdote da Diocese de Benguela (Angola), compositor e etnomusicólogo. É doutorado em Ciências Musicais (2021) na variante de Etnomusicologia na Universidade Nova de Lisboa NOVA FCSH, com uma tese orientada ao estudo da linguagem do corpo em contextos performativos da liturgia católica latina em Benguela. O seu principal interesse de investigação académica atual centra-se em desenvolver estratégias analíticas de significados idiossincráticos de expressões corporais, incluindo dança, gestos e movimentos diversos desenvolvidos por participantes em contexto litúrgico da missa latina em Benguela e fora dele, ao som da música ao vivo em especial da música Gospel e Música Cristã Contemporânea.
Tem um mestrado em Composição (2014), licenciatura em Direção de Coro (2009), ambos no Pontifício Instituto de Música de Roma sob a orientação dos Maestros Valentino Miserachs Grau e Walter Marzilli, respectivamente.
É Diretor da Casa da Música de Benguela (CDM) que fundou em 2018, com o objetivo de cultivar e promover o talento musical nas gerações jovens de Benguela e Angola, para transformá-los de espectadores em protagonistas do seu futuro artístico mediante a formação musical. É titular das cadeiras de Solfejo, Harmonia, Composição e História da Música Romântica no Instituto Superior de Artes (ISARTES – Kilamba) do qual é docente desde 2017.
Concomitantemente foi docente de Expressões Integradas e Comunicação do Curso de Línguas no Instituto Superior Politécnico Jean Piaget de Benguela.
Em 2021 fundou em Benguela a partir de Génova (Itália) a escola de canto São Gregório Magno, desenvolvendo também desta maneira estratégias de didática coral à distância. O interesse em atividades de carácter associativo levou-o fundar em 2014 a Associação Ondjango ONLUS (Organização Não Lucrativa de Utilidade Social) com sede em Génova (Itália) e, a entrar como sócio fundador na Associação Quintal com sede em Itália, promovendo assim iniciativas de pesquisa participativa no campo das artes e de práticas expressivas.
De 2022 a 2026 dirigiu e coordenou o projeto FAZER ACONTECER A MÚSICA PARA TODOS no âmbito do programa PROCULTURA, financiado pela União Europeia, gerido e cofinanciado pelo Camões, Instituto Português da Língua e da Cultura. O PROCULTURA é uma ação da UE que visa a promoção do emprego nos PALOP e Timor Leste em actividades geradoras de rendimento no setor cultural e criativo. No âmbito do mesmo programa participou ainda na gestão do projeto Música para Todos para o melhoramento da qualidade de ensino musical em Angola em consórcio com a Escola de Música do Conservatório Kalouste Gulbenkian de Aveiro, com a fundação MUSIARTE, a Fundação Hakuna Matata, o Ministério da Cultura de Moçambique e a Escola de Música de Pemba, de Moçambique.
Desde 2024 coordena a comissão instaladora para a criação da Associação do Clero Diocesano de Benguela, com a finalidade de promover a fraternidade sacerdotal e a ajuda mútua do clero incardinado na Diocese de Benguela. A Associação foi erecta canonicamente por Sua Excelência Dom António Francisco Jaca a 30 de maio de 2025 e foi publicada no Diário da República de Angola a 16 de abril de 2026.
Atualmente exerce atividade pastoral na Diocese de Génova (Itália) como presbítero nas fraternidades pastorais da Alta Val Bisagno e como membro conselheiro da comissão de música sacra da Arquidiocese de Génova.



